101 ERROS DE PORTUGUÊS QUE VOCÊ DEVE EVITAR – PARTE 1

Escrever para a web é realmente diferente de escrever para um jornal ou revista, mas você deve ter a mesma atenção com os erros de português.

Erros de português - que você deve evitar

Os erros de português devem ser banidos da caixa de ferramentas dos que usam a escrita como forma de trabalho, dos que produzem textos, dos que escrevem.

A necessidade de escrever é tão importante quanto a de falar. Essa extraordinária forma de expressão não está presente apenas no âmbito da vida dos escritores, mas de qualquer pessoa que usa a escrita para se comunicar.

Algumas pessoas, ao produzirem seus textos, não têm ideia de que certas expressões que usam estão fora da norma gramatical. Cuide para que sua escrita não apresente termos que, surpreendentemente, façam parte da lista dos erros de português!

No momento de escrever, as regras da língua portuguesa além de bem entendidas, devem estar vivas na sua memória, para a fácil distinção, na hora de empregar cada elemento dentro de uma frase.

Com tantas variações e regras, é difícil fixar tanto conteúdo, não é mesmo?

Calma! Até os mais experientes podem se confundir no uso de alguns elementos da língua.

Se examinarmos alguns textos da internet (blogs, sites, redes sociais, etc.), provavelmente, vamos nos deparar com dezenas de erros de português.

São comuns erros ortográficos, mas não param por aí. Tantos outros de concordância, de regência, ou os que envolvem acentuação, pontuação, principalmente o uso do hífen, da crase e da vírgula.

Ainda, muitos se confundem ao se deparar com aquelas formas que têm pronúncia parecida, mas significados tão diferentes.

Agora, pare, pense e responda o que tem impactado a produção dos seus textos?

Como está o seu desempenho em relação aos erros de português?

Qual ideia você está tentando passar aos seus leitores quando escreve?

Tenha esperança, pois, para cada erro há um acerto.

Neste artigo, destacamos os mais comuns erros de português e esclarecemos, pela regra, o certo do errado.

Espero que esta ferramenta enriqueça a sua redação.

Confira os 101 erros de português que você deve evitar


Erros de português - Ortografia

O escrever corretamente passa pela compreensão das regras básicas de ortografia. Pela correta aplicação dos símbolos (letras, sinais de pontuação e acentos gráficos).

Se você redigir “xuxu”, há, portanto, um erro ortográfico.

Um dos grandes problemas são as palavras que têm a mesma pronuncia ou a mesma grafia, mas com significados diferentes entre si – os chamados homônimos.

  • concerto = sessão musical
  • conserto = reparo

#1. Fonema /Z/ — “Z” / “S”

Um dos erros mais comuns é o emprego errôneo da letra “z”.

Escreva com S e não com Z:

Regra 1: Nos sufixos -es e -esa ao indicarem nacionalidade, título ou origem. Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso, -osa. Nos sufixos gregos: -ese, -isa, -osa. Após ditongos:

  • Certo: burguês — Errado: burguez
  • Certo: gasoso — Errado: gasozo
  • Certo: catequese — Errado: catequeze
  • Certo: pouso — Errado: pouzo

Regra 2: Em palavras derivadas de outras que já apresentam “s” no radical. O “s” entre duas vogais nos substantivos também estará presente no verbo.

  • Certo: pesquisar (de pesquisa) —  Errado: pesquizar
  • Certo: analisar (de análise) — Errado: analizar
  • Certo: paralisado (de paralisia) —  Errado: paralizado

Escreva com Z e não com S:

Em sufixos -izar (desde que o radical da palavra de origem não termine com s). A terminação -izar indica a ação de fazer e se agrega a um adjetivo ou substantivo terminado em r, l, n ou vogal.

  • Certo: finalizar (de final) — Errado: finalisar
  • Certo: concretizar (de concreto) — Errado: concretisar

#2. Som de /S/ — “S” / “SS” / “Ç”

“Tal palavra se escreve com s, ss ou ç”? Oh dúvida cruel!

Escreva com S e não com C/Ç:

Os substantivos derivados de verbos terminados em -andir, -ender, -verter e -pelir.

  • Certo: pretensão (de pretender) — Errado: “pretenção”
  • Certo: ascensão (de ascender) — Errado: “ascenção”

Escreva com SS e não com C e Ç:

Os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em -gred, -ced, -prim ou dos verbos terminados por -tir e -meter.

  • Certo: cessão (de ceder) — Errado: “ceção”
  • Certo: admissão (de admitir) — Errado: “admição”

Escreva com Ç e não com S:

Os substantivos derivados dos verbos que indicam ação, terminados em -ter, -torcer e -nto.

  • Certo: atenção (de ater ou atento) — Errado: “atensão”

#3. O emprego de /X/ e /CH/

Escreva com X e não com CH:

Após ditongo.  Após a sílaba inicial en. Após a sílaba inicial -me. Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.

  • Certo:  mexer— Errado: “mecher”
  • Exceção: encharcou (porque veio de charque = cheio)

Escreva com CH e não com X:

Vocábulos que não pedem o uso da regra anterior.

  • Certo: pichar — Errado: “Pixar”
  • Certo: chuchu — Errado: “Xuxu”

#4. Fonema /J/ — “G” / “J”

Escreva com g e não com j:
Regra 1: As palavras de origem grega ou árabe: girafa, gesso.

  • Certo: tigela —  Errado: “tijela”

Regra 2: As terminações: -agem, –igem, –ugem, -ege, –oge (com poucas exceções):

  • Certo: bege — Errado: “beje”
  • Certo: viagem — Errado: “viajem”
  • Exceção: pajem

Outras palavras que devem ser grafadas com “g” e não “j”:

  • Afugentar, falange, ferrugem, herege, proteger, rabugento, selvageria.

Escreva com j e não com g

As palavras terminadas com -aje:

  • Certo: laje —  Errado: “lage”

#5.  Acréscimo de Letras às Palavras

  • Certo: asterisco — Errado: “Asterístico”
  • Certo: beneficente — Errado: “Beneficiente”
  • Certo: bugiganga — Errado: “Buginganga”
  • Certo: reivindicar — Errado: “Reinvindicar”

Não confunda a grafia da palavra adivinhar.

  • Certo: adivinhar —  Errado: “Advinhar”

Erros de português - Uso da vírgula

Este sinal de pontuação pode mudar, completamente, o sentido de uma oração. Sabemos que uma frase é composta pelo sujeito mais o verbo ou sujeito mais verbo mais o complemento.

Para demonstrar a vírgula, estou partindo das funções com as quais as frases são construídas.  Confira onde a vírgula aparece:

#6. Sujeito / Verbo / Complemento

Nas frases não se separa, com vírgula, esses elementos (sujeito, verbo e complemento).

Não use vírgula entre o sujeito e o verbo ou entre o verbo e o complemento.

  • Certo: O aluno fez a prova.
  • Errado: O aluno, fez a prova.

#7. Sujeito / Elemento / Verbo / Complemento

Na frase anterior: Sujeito = Aluno / Verbo = Fez / Complemento = A prova

Outros elementos podem aparecer na frase.

Use vírgula quando outros elementos intercalam sujeito, verbo e complemento.

  • Certo: O aluno, durante a manhã, fez a prova.
  • Errado: O aluno durante a manhã fez, a prova.

No caso, “durante a manhã” está entre vírgulas porque aparece entre o sujeito e o verbo.

#8. Sujeito / Aposto / Verbo / Complemento

O aposto insere uma pequena explicação dentro de um período. Pode ser uma palavra ou uma oração inteira.

É dispensável (quando retirado, permite que a frase continue fazendo sentido).

Use vírgula ao inserir aposto na oração, outro elemento que deve sempre vir isolado por vírgulas.

  • Certo: João, excelente aluno em História, fez a prova.
  • Errado: João, excelente aluno em História fez a prova.

#9. Vocativo / Sujeito / Verbo / Complemento

O vocativo é um termo isolado do resto da oração, serve para se dirigir ao interlocutor ou chamar a pessoa (ou pessoas) com quem você está falando.

Use vírgula depois de um vocativo.

  • Certo: Professor, o João já fez a prova.
  • Errado: Professor o João já fez a prova.

Quando não usamos a vírgula logo após o vocativo, o termo exerce outro papel na frase (de sujeito). Olha a diferença:

  • Você já conheceu minha amiga, Ana? (com vocativo)
  • Você já conheceu minha amiga Ana? (sem vocativo)

#10. Sujeito 1 / Verbo / Complemento /Sujeito 2 / Complemento

A supressão (de verbo) é um recurso para evitar a repetição do verbo.

Use vírgula para suprimir um verbo repetido.

  • Certo: João fez a prova de História; Maria, a de Economia.
  • Errado: João fez a prova de História; Maria a de, Economia.

#11. Sujeito / Verbo / Complemento / Conjunção / Complemento

O uso de conjunções (mas, porém, todavia, etc.) reivindica a utilização da vírgula antes do termo.

Use vírgula antes de conjunções.

  • Certo: João fez a prova, mas não tinha estudado.
  • Errado: João fez a prova mas não, tinha estudado.

#12. Sujeito / Verbo 1 / Verbo 2 / Verbo 3 / Complemento

Alguns textos podem ser construídos com série de orações que não possuem termos que as liguem.

Use vírgula para separar as orações que não possuem termos que as liguem.

  • Certo: João estudou, pesquisou, mostrou dedicação e fez a prova.
  • Errado: João estudou pesquisou mostrou dedicação, e fez a prova.

#13. Sujeito 1 / Verbo / Complemento / e / Sujeito 2 / Verbo / Complemento

No caso de duas frases, ligadas por conjunção, com sujeitos diferentes, a vírgula ocorre antes da conjunção.

Use vírgula entre sentenças.

  • Certo: A mãe demorou a chegar, e o filho ficou desesperado.
  • Errado: A mãe demorou a chegar e o filho ficou desesperado.
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Erros de português - Ligue-se no hífen

Este sinal de pontuação liga palavras.

#14. “Inter-regional” / “Semirreta” 

Por que as palavras acima são escritas de maneira diferente?

A diferença está nas regras que mandam nos dois casos:

Regra para palavras hifenizadas: Palavras compostas cujo primeiro termo (prefixo) termina com vogal e a palavra seguinte inicia com a mesma vogal ou “h” ou quando o prefixo termina com mesma letra com que inicia o segundo termo. Caso contrário, sem hífen.

  • Certo: sub-bibliotecário — Errado: subbibliotecário

Regra para palavras sem hífen: Palavras compostas cujo primeiro termo (prefixo) termina por vogal e palavra seguinte inicia com “r” ou “s”, dobra-se o “r” ou o “s“.

  • Certo: autossatisfação. — Errado: auto-satisfação.

#15. Bem-vindo / Benvindo

duas expressões que permanecem inalteradas, mesmo após a reforma ortográfica, que inseriu mudanças gramaticais em relação ao uso do hífen:

Bem-vindo e Meio-dia.

  • Certo: Bem-vindo — Errado: Benvindo

#16. Bicampeão / Bi-campeão

Use os prefixos numéricos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, etc. sem hífen.

  • Certo: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial.
  • Errado: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial.

Erros de português - A lógica por trás da crase

Este acento gráfico, também chamado de grave deixa a cabeça de muitos cheia de interrogação.

Entenda o conceito:
A crase é a junção de duas letras: a preposição “a” + o artigo feminino “a”: (a + a = à).

A crase é a versão feminina de “ao” (ao = preposição a com artigo o).

Algumas pessoas preferem ler “à” como “a a”. Tendo isso em mente, fica bem mais fácil entender quando a crase é necessária.

Memorize as regras:

#17. De segunda a sexta / De segunda à sexta

Quando usamos preposição mais artigo antes dos dias da semana, também usamos crase entre os dias.

Avalie bem a estrutura da oração:

  • Certo: O restaurante está aberto de segunda a sexta.
  • Errado: O restaurante está aberto de segunda à sexta.

Essa frase foi estruturada de forma que não ocorre o “a” + “a”: “De segunda até sexta” e não “De segunda até a sexta” – não faz sentido haver crase.

  • Certo: O concurso vai da próxima segunda à sexta-feira.
  • Errado: O concurso vai da próxima segunda a sexta-feira.

A estrutura dessa frase pede a preposição: da = de + a (“Da próxima segunda até a próxima sexta”). Entendeu?

#18. Das 17 às 18h / Das 17 até às 18h

Regra 1: No caso de horas expressas, há crase quando a preposição “de” aparece combinada com artigo (de + as), mesmo que implícito.

Exceto se o artigo definido feminino (a/as) estiver precedido das preposições: até, desde,
após, entre e para.

  • Certo: Horário da prova: 8h às 11h.
  • Errado: Das 17 até às 18h (não faz sentido a crase)

#19. A partir de / À partir de

Regra 2: Não use crase antes de verbos. Verbo algum exige crase.

  • Certo: A partir de novembro, estarei de férias.
  • Errado: À partir de novembro, estarei de férias

#20. A prazo / À prazo

Regra 3: Não se use crase antes de palavra masculina.

  • Certo: Vamos vender a prazo.
  • Errado: Vamos vender à prazo

Prazo é uma palavra masculina. Leitura com “a” duplicado não faz sentido.

#21. À vista / A vista

Regra 4: Ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas (à noite, à tarde, à venda, às escondidas).

  • Certo: O pagamento foi feito à vista.
  • Errado: O pagamento foi feito a vista.

À vista é expressão formada por palavra feminina.

#22. Disse a você / Disse à você

Regra 5: Não há crase antes de pronomes pessoais (eu, você, ele, nós, vocês, eles).

  • Certo: ouviu o que eu disse a você?
  • Errado: ouviu o que eu disse à você?

23. Vou a Curitiba / Vou à Curitiba

Dica 1: Quando se referir a cidades e países, lembre-se: Vou a, volte de… Crase pra quê? Vou a, volta da… Crase há!

  • Certo: Vou a Curitiba no inverno (Volto de Curitiba).
  • Errado: Vou à Curitiba no inverno.

#24. Vou à Bahia / Vou a Bahia

  • Certo: Vou à Bahia se você me convidar (Volto da Bahia).
  • Errado: Vou a Bahia se você me convidar.

#25. Irei a Portugal / irei à Portugal

  • Certo: Nessas férias, irei a Portugal (Volto de Portugal).
  • Errado: Nessas férias, irei à Portugal.

#26. Refiro-me àquilo / Refiro-me aquilo

Regra 6: As palavras “aquele”, “aquela” e “aquilo” levam acento quando forem precedidas da preposição “a” ou quando puderem ser substituídas por “a esse”, “a essa”, “a isso”.

  • Certo: Refiro-me àquilo que o professor disse (ou a isso).
  • Errado: Refiro-me aquilo que o professor disse.

(referir-se a algo = Fusão do “a” preposição com o “a” de “aquilo”).

#27. Frente a frente; Cara a cara / Frente à frente; Cara à cara

Regra 7: Não se aplica crase em termos com palavras repetidas.

  • Certo: Frente a frente com você.
  • Errado: Frente à frente com você.
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Erros de português - O significado da gramática

Trata-se das prescrições e regras que determinam o uso considerado correto da língua escrita e falada.

Veja como é mais simples do que parece e acabe com a confusão na hora de usar os porquês.

#29. Por que e Porque

Por que é um advérbio (modifica o estado do verbo) interrogativo de causa e é usado quando pedimos por uma causa ou motivo.

Porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações.

Use por que, sempre que a palavra motivo estiver implícita na expressão ou quando puder substituir por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, pelas quais.

Dica: Use para perguntar, mesmo que implicitamente.

Use porque, quando a segunda parte da oração apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. Dica: Use para responder, veja se é possível substituir por “pois”.

  • Certo: Não a vi ontem porque eu estava fora da cidade (pois).
  • Errado: Não a vi ontem por que eu estava fora da cidade.

#30. Por quê e porquê

Use por quê, no final de uma frase caso seja seguido de pontuação (ponto final, de exclamação, interrogação, reticências). Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não.

  • Certo: A diretriz mudou, não sei por quê.
  • Errado: A diretriz mudou, não sei porquê.

Porquê é um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. Tem exatamente o mesmo sentido de razão, causa ou motivo. A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou “um”.

  • Certo: Gostaria de saber o porquê dessa decisão.
  • Errado: Gostaria de saber o por quê dessa decisão.

 

Erros de português - Concordância Verbal

Um dos erros de português mais escandalosos! E ele é um pouco traiçoeiro. Você comete esse deslize, às vezes, sem perceber.

Tenha em mente, sempre: O verbo deve concordar com o sujeito da frase. Então, crie o hábito de encontrar o sujeito das suas frases. Não só isso! Atenção para as regras.

Dica para encontrar o sujeito: “pergunte, antes do verbo, quem é que…? (para pessoas) ou que é que…? (para coisas)”.

Existem verbos impessoais, os que não têm sujeito — a concordância verbal deve ser feita com a 3ª pessoa do singular, sempre! Ex.: Haver, Fazer, Chover.

#31. Falta / Faltam

  • Certo: Faltam 30 dias para minhas férias começarem.
  • Errado: Falta 30 dias para minhas férias começarem.

Sujeito: 30 dias (plural).

#32. Havia / Haviam — Houve / Houveram

Regra 1: O verbo haver, quando indica tempo decorrido, não ganha plural, é empregado somente no singular.

  • Certo: Não nos víamos havia três anos.
  • Errado: Não nos víamos haviam três anos.

Regra 2: Haver quando usado no sentido de existir, é impessoal (por isso, invariável), permanece na 3ª pessoa do singular sempre – não tem sujeito.

  • Certo: Na reunião, havia cerca de 60 pessoas.
  • Errado: Na reunião, haviam cerca de 60 pessoas.
  • Certo: Houve    rumores sobre um anúncio de admissão em massa.
  • Errado: Houveram rumores sobre um anúncio de admissão em massa.

Regra 3: Nas locuções verbais, o verbo haver exige que o verbo auxiliar fique na 3ª pessoa do singular.

  • Certo: Deve haver 20 pessoas na sala
  • Errado: Devem haver 20 pessoas na sala

#33.  São / É

O verbo ser quando indicar horas, distância e datas, concordará com o predicativo. Nesse caso ele é impessoal.

  • Certo: Hoje são 30 de abril.
  • Errado: Hoje é 30 de abril.

Também é correto falar: Hoje é dia 30 de abril.

#34. Faz / Fazem

Regra: O verbo fazer quando sinaliza tempo que passou, é impessoal (não tem sujeito). Deve ser empregado na 3ª pessoa do singular.

  • Certo: Faz oito semanas que fui promovida.
  • Errado: Fazem oito semanas que fui promovida.

#35. Chove/ Chovem

Regra: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre no singular. Mas no sentido figurado, flexiona-se normalmente.

  • Certo: Chovem e-mails com reclamações de clientes.
  • Errado: Chove e-mails com reclamações de clientes.

#36. Vamos nos / Vamos se

  • Certo: Vamos nos ver amanhã?
  • Errado: Vamos se ver amanhã?

Sujeito = nós, primeira pessoa do plural.

#37. Admite-se / Admitem-se

  • Certo: Admitem-se vendedores.
  • Errado: Admite-se vendedores.

Sujeito: Vendedores (pergunte “quem são admitidos?”). Neste caso, pluralize o verbo.
O mesmo ocorre com o verbo vender e alugar.

#38. Precisa-se de / Precisam-se de

Caso de sujeito indeterminado: Não é possível saber quem executa a ação. Não é possível fazer a concordância do verbo.

Regra: Nos casos de sujeito indeterminado o verbo fica no singular. Repare abaixo como o sujeito não é conhecido.

  • Certo: Precisa-se de vendedores.
  • Errado: Precisam-se de vendedores.

Aplicando a dica: Quem precisa? Podemos responder “alguém precisa” (indeterminado).

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Erros de português - Concordância Nominal

É fazer concordar o artigo, o pronome, o numeral e o adjetivo em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) com o substantivo ao qual se referem. Aqui há palavras que variam e palavras que não variam.

#39. Proibida a / Proibido a

Regra: Se tem artigo antes, o verbo concorda com o sujeito.

  • Certo: Proibida a entrada.
  • Errado: Proibido a entrada.

Veja: Proibido entrada também é correto.

Sujeito = a entrada, feminino e acompanhado do artigo “a”.

Use a mesma regra para  é necessário e é bom.

#40. Ensinar a executar / Ensinar a executarem

Regra: Não se flexiona verbo no infinitivo antecedido de preposição e que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal.

  • Certo: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executar as tarefas.
  • Errado: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executarem as tarefas.

#41. Menos / Menas

Esse termo faz parte dos casos particulares de concordância nominal. Menos é advérbio e sempre é masculino, plural. Não existe menos no feminino.

  • Certo: Como menos comida no jantar
  • Errado: Como menas comida no jantar

42. Bastante / Bastantes

Para você descobrir se bastante deve variar conforme o número (singular ou plural) saiba qual a classificação dele na frase.

Bastante pode ser advérbio de intensidade (muito), neste caso é invariável.

  • Veja: Andei bastante rápido para chegar a tempo.

Bastante pode ser adjetivo, e neste caso, varia (concorda com o substantivo a que se refere).

  • Certo: Eles leram o relatório bastantes vezes.
  • Errado: Eles leram o relatório bastante vezes.
  • Certo: Recebo bastantes e-mails todos os dias.
  • Errado: Recebo bastantes e-mails todos os dias.

Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino.

  • Veja: Ela aprendeu o bastante para ensinar.

#43. Meio ansiosa / Meia ansiosa

O termo meio pode ter duas funções: adjetivo e advérbio.

Quando adjetivo, meio quer dizer “metade de” e é variável (concorda com o termo a que se refere). Quando advérbio, meio quer dizer “um pouco”, sendo invariável.

  • Certo: Marta anda meio ansiosa (um pouco).
  • Errado: Marta anda meia ansiosa.

#44. Meio-dia e meia / Meio-dia e meio

Meia é numeral fracionário. Deve concordar em gênero com a unidade fracionada hora.

Use meia, sempre que a palavra “hora” estiver implícita e fracionada.

  • Certo: Entregarei o relatório ao meio-dia e meia.
  • Errado: Entregarei o relatório ao meio-dia e meio.

#45. Anexo / Em anexo

Expressões bem comuns em e-mails. Anexo exerce função de adjetivo, indica algo ligado. Não exige preposição em.

Regra: Adjetivos concordam em gênero e número com o substantivo a que se refere.

  • Certo: Seguem anexas as imagens.
  • Errado: Seguem em anexo as imagens.

Substantivo = imagens (feminino e plural), termo com o qual anexas deve concordar.

A mesma regra é válida para: obrigado, incluso, mesmo, próprio, só, quite.

#46. A cores / Em cores

Se o correto é material em preto e branco, então, diga, material em cores.

  • Certo: O material da apresentação será em cores.
  • Errado: O material da apresentação será a cores.

#47 Na ruaÀ rua 

Os termos residir, morador, residente, situado e sito pedem o uso da preposição em.

  • Certo: José, residente na rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
  • Errado: José, residente à rua Estados Unidos, era um cliente fiel.

(na = em + a).

#48. Em confirmação da / Em confirmação à

Confirmação é um substantivo feminino que pede a preposição de.

  • Certo: Em confirmação da proposta, seguem valores para execução do serviço.
  • Errado: Em confirmação à proposta, seguem valores para execução do serviço.

(da = de + a)

#49. Às micros / Às micro

Micro é adjetivo e varia conforme o substantivo.

  • Certo: O pacote de tributos refere-se às micros e pequenas empresas.
  • Errado: O pacote de tributos refere-se às micro e pequenas empresas.

Neste caso, deve concordar com pequenas empresas.

#50. Ficou clara / Ficou claro

  • Certo: Ficou clara, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
  • Errado: Ficou claro, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.

Sujeito: A necessidade de corte de gastos (feminino).


Nesta 1ª parte da série “101 ERROS DE PORTUGUÊS QUE VOCÊ DEVE EVITAR“, apresentamos:

Clique para conferir a 2ª parte “101 ERROS DE PORTUGUÊS QUE VOCÊ DEVE EVITAR – PARTE 2

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2 Comentários


  1. O problema de nossa língua falada no Brasil é a diferença entre o que se escreve e o que se fala. Hoje então, com o uso exagerado do “present continuous”(roubado do inglês) chega a irritar. Até políticos, artistas, repórteres e apresentadores de TV têm caído nesse erro. O pior é que falam com convicção como se tudo estivesse normal e que aquilo é mesmo português.

    Responder
    1. Hélio Ramos Júnior

      Olá Gilberto,
      Agradeço pelo seu comentário. Essa questão que você abordou é muito importante. Um problema que é acentuado pelo internetês, não é? Infelizmente não se fala mais português como antigamente…

      Responder

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